
Serenamente agora tudo eu vejo,
Neste momento em que tudo é findo.
Tu não estás em nada do que almejo,
És só um barco lentamente indo.
E vais sumindo com tuas maldades
Por densas brumas onde eu não estarei.
A tua partida é minha liberdade,
Passou o tempo e só agora eu sei.
Nada restou daquela criatura,
A luz que eu via foi minha criação,
Foi qual um sonho que só eu sonhei.
E hoje eu rio da caricatura,
Rio de mim e rio da ilusão,
De quem tu eras e do que eu inventei.

Descalvado-SP
24.09.06
Livro "Ecos Da Alma"
Visite o site da autora, clicando aqui
Website, Designs & Graphics by Rose Mori
Tag by Mara Lúcia Didonet
Copyright 2011 – Direitos Reservados
Publicado em