O ENCANTO CINTILANTE
Com cintilante encanto,
cai das folhas
o orvalho noturno.
Nos campos floridos
o verde se faz presente.
Ante nossos olhos, extasiados,
descortina-se a florada da plantação...
Canta o galo
empoleirado no galinheiro.
Ciscam as galinhas por todo o terreiro...
Raios de sol
refletem nos telhados
das dezenas de brancas
casas da colônia...
Um forte cheiro de café,
torrado e fresquinho,
e fumaça dos fogões de lenha,
saem pelas chaminés...
Nos carroções da fazenda,
deixam os colonos suas casas...
Carregam as tralhas embornais.
Vai assim a peãozada pra lida...
A mãe terra nos brinda
com essa vista magistral,
nos pendões dourados
do vasto trigal.
Ao longe, segue o gado
em seu andar lento,
ruminando a relva
verde e macia.
Pela estrada,
de poeira vermelha,
canta no compasso do carreiro,
o velho carro de boi...
As mulheres saem de casa
com balaios de roupas sujas,
na cabeça, formando
uma curiosa procissão
em direção ao riacho,
onde, de cócoras,
baterão as roupas
até ficarem limpas...
Perto, nos arvoredos,
garças olham curiosas
aquele cotidiano vai e vem,
em mais um dia de lida na fazenda...
Luís Carlos Mordegane
umvelhomenino

Voltar - Poemas - Reflexões - Home
Website, Designs & Graphics by Rose Mori
Copyright © 2009 - Todos os direitos reservados
Publicado em 19/01/2009