

Bates à minha porta
às horas mortas...
Morta estou, de cansaço, pela espera.
Espera!
Que buscas a essas horas,
quando a espera
vestiu todos os sonhos de cansaço?
Chegas ao meu retiro,
onde respiro
os haustos da saudade sem sentido.
Sentindo?
Que sabes do sentir
quando a saudade
despiu todas as ânsias dos sentidos?

Chegas às horas mortas...
Que importa
se vens por uma noite ou uma vida?
Vencida,
recebo-te, sem espera e sem cansaço,
no espaço sem pudor do meu abraço.



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Publicado em 23/10/2011