UM FIM QUE NÃO SE ACABA
Marcos Sergio
Esfregou as mãos nos braços nus
Tentando aplacar o frio
Que atacava sua alma
E adoecia seu coração.
Ficou como adormecido
Diante da noite que lhe rodeava
Caminhando a esmo
Sem saber para onde ir.
Negava a qualquer pensamento
Pois sabia que em todos morava o tormento
E estava cansado de tanta mágoa
Não queria e não conseguiria sofrer algo mais.
Adentrou a madrugada de peito rasgado
Com o nó na garganta feito um travo
A última lágrima a muito tinha minado e escorrido
Agora só a sombra delineada da angústia
Que mortificava seus passos.
Quando viu, estava plantado diante de sua casa
Entrou e sentiu ainda mais frio
diante do vazio que tomava todos os cantos
Uma brisa traiçoeira passeou com sua rajada
Trouxe consigo o perfume
Aquele que tentava esquecer...
Deixou-se na parede que estava encostado
Ficou assim por um tempo imensurável
Até que o último sussurro foi de novo lembrado
Trazendo consigo todo amargor dantes sentido
Doeu mais uma vez aquela pequenina palavra:
- Adeus!
Marcos Sergio T. Lopes – 25/03/2008
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Publicado em 30/04/2009