
Quem haverá de compreender
A alma do poeta,
Se nem mesmo ele a entende?
A lua que brilha no céu,
ao mesmo tempo em que o faz sorrir,
o faz derramar lágrimas de tristeza;
depende da fase em que está...
- a alma ou a lua –
A alma do poeta
pode ser comparada a uma rosa:
a flor é uma só,
mas cada pétala tem sua essência,
sua própria história
- de dor ou de alegria -
e nenhuma,
embora unidas no mesmo caule,
traz qualquer semelhança entre si.
A alma do poeta é como o mar:
a água é uma só,
mas há ondas que se deleitam na praia
e outras que se chocam violentas
contra os rochedos.
Sim, incompreensível é a alma do poeta.
Cheia de caprichos,
de contrastes,
de controvérsias...
inconstante...incoerente...
Será que é por ser, a alma,
mulher?



Artesão de palavras,
esculpe o poeta,
alma e coração,
sonho e ilusão,
ofertando versos,
feito água fresca brotada
em nascente de emoção.
De essência espiritual,
coreografa magias,
fazendo valsar sentimentos,
acima do bem e do mal,
arquitetando simbioses
entre realidade e ilusão,
em forma de coração.
Grafiteiro de visões,
flutua por sobre
delírios e aflições,
como o beija-flor
que nem nota o espinho
ao beijar a flor,
intentando lenir dores
de desilusões de amores
em singelas sinas,
de eternos
e humanos
sofreres.
