INQUIETUDE
(Rose Mori)
Sinto no peito
uma inquietude inexplicável
e um desejo fremente de escrever.
Mas.. sobre o que?
Já falei tanto
e sobre tantas coisas,
e ainda resta tanto....
Quisera arrancar do peito
este turbilhão de sentimentos
que me sufocam;
jogá-los ao léu...
ao sabor do vento...
à vontade do tempo
para que fossem levados
por aí afora
e abrigados no coração
de quem estivesse disposto
a ouvir...
sentir...
partilhar...
Retalhos de mim,
em folhas de papel;
frações de alma ferida
rabiscadas ao acaso...
fragmentos de vida
sem sentido... sem rumo...
sem nada...
E mesmo hoje,
estando junto a ti,
não há vislumbre de felicidade
porque nossos caminhos se cruzam
apenas por breves momentos
levando-nos, cada qual,
por rumos diferentes.

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Publicado em 18/01/2010